BANDEIRA DE CORUMBÁ
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terça-feira, 5 de junho de 2012
CORUMBÁ
CORUMBÁ
CORUMBÁ
Corumbá é um município da Região Centro-Oeste do Brasil, situado no estado de Mato Grosso do Sul. Situada na margem esquerda do rio Paraguai e também na fronteira entre o Brasil, o Paraguai e a Bolívia (situação conhecida como tríplice fronteira), Corumbá é considerada o primeiro pólo de desenvolvimento da região, e por abrigar 60% do território pantaneiro, recebeu o apelido Capital do Pantanal, além de ser a principal e mais importante zona urbana da região alagada. Também é o maior município em extensão territorial do Brasil fora da região Norte, com aproximadamente 65 mil km². De acordo com estimativas do IBGE de 2011, possui uma população de aproximadamente 110 mil habitantes, sendo a terceira cidade mais populosa de Mato Grosso do Sul, além de ser o 267º maior município brasileiro e o 134º maior município interiorano do Brasil. É também o 5º município fronteiriço mais populoso do Brasil. A cidade sempre foi muito estratégica regionalmente para a entrada das mercadorias europeias e sua localização, após a serra de Albuquerque (que finaliza o Pantanal ao sul), no último trecho facilmente navegável do Rio Paraguai para embarcações de maior calado e a beira do Pantanal, lhe garantiu um rápido e rico crescimento entre o final do século 19 e começo do século 20, quando a borracha da Amazônia passou também a ser exportada por ali. Era também um importante entreposto fluvial de Cuiabá e Cáceres, ambas importantes centros fluviais da região numa época em que só se chegava a Corumbá pelo rio, o que fez com que fosse centralizado temporariamente ali o parlamento estadual (nessa época por pouco Corumbá não foi a capital do estado). As disputas por território entre portugueses e espanhóis estão na origem da cidade cujo primeiro vilarejo surgiu em 1778, com o nome de Vila de Nossa Senhora da Conceição de Albuquerque. Corumbá é conhecida como cidade branca pela cor clara de sua terra, pois está assentada sobre uma formação de calcário, que dá a cor clara as terras locais.
Constitui o mais importante porto do estado de Mato Grosso do Sul e um dos mais importantes portos fluviais do Brasil e do mundo. Existe uma conurbação de Corumbá com mais 3 cidades: Ladário, Puerto Suarez e Puerto Quijarro. Com isso existe uma rede urbana de cerca de 150 000 pessoas, sendo atendida por dois aeroportos: Corumbá e Puerto Suárez. Principal exportador de Mato Grosso do Sul em 2008,[11] o município de Corumbá atingiu a condição de cidade mais dinâmica do Estado e 86ª dentre as 300 mais dinâmicas de todo o País, conforme o "Atlas do Mercado Brasileiro 2008", divulgado em junho pela Gazeta Mercantil.[12] Segundo o IBGE, Corumbá possui um PIB de aproximadamente R$ 3 bi, representando 8,58% do total das riquezas produzidas no estado e 0,094% do total nacional. Com isso, o município ficou em terceiro lugar no estado, logo atrás da capital e Dourados. No Brasil ficou entre os 170 primeiros colocados e o 75º maior PIB entre os municípios interioranos brasileiros. Além disso, 95% dos professores municipais tem ensino superior. Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
CORUMBÁ
HISTÓRIA /
Origens /
Dos registros arqueológicos e conhecimentos que se tem sobre o Pantanal, sabe-se que foi povoado por grupos indígenas das línguas Arawak, Guaicuru, Jê, Macro-Jê, Tupi Guarani e Zamuco. Sítios arqueológicos registram a presença dos povos indígenas que ocupavam a região antes da colonização. A diversidade de sítios, tanto de habitação, quanto de cemitérios, revela culturas amazônicas, da platina e do chaco.
No século XVIII, visando a um tratado de limites existente, foi fundado pelos espanhóis em 1774 um povoado na foz de Ipané. Em 13 de setembro de 1775 foi oficialmente fundado o Forte Coimbra para a defesa da região. Em 21 de setembro de 1778, efetuou-se a ocupação do local onde se localiza atualmente Corumbá (Em 2 de setembro o local onde se encontra atualmenteLadário começou a ser povoado). Nessa mesma data, a mando do Governador da Capitania de Mato Grosso (o Capitão-General Luís de Albuquerque de Melo Pereira e Cáceres), o sargento-mor Marcelino Rois Camponês, que comandava uma expedição militar, adquiriu a posse da região para a Coroa Portuguesa, fundando o local e batizando-o com o nome de Nossa Senhora da Conceição de Albuquerque, sendo então lavrado o termo de fundação.
Em 7 de outubro de 1871, com o crescimento retomado, é elevada à categoria de vila. A comarca de Corumbá foi criada por Lei Provincial nº 1 de 10 de junho de 1873 (declarada de segunda estância) e instalada em 19 de fevereiro de 1874. Em 1877, Corumbá dispunha de três praças, dez ruas retas e sua população era de aproximadamente 6 mil habitantes. Em 15 de novembro de 1878, pela lei nº 525, é elevada à categoria de cidade. Já no fim do século XIX, o porto fluvial de Corumbá era o terceiro maior da América Latina e movimentava pelos vapores da rota Europa/Brasil o comércio de peles, charques e outras riquezas da região. Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
CORUMBÁ
GEOGRAFIA /
Localização /
O município de Corumbá está situado no sul da região Centro-Oeste do Brasil, no Pantanais Sul-Mato-Grossenses (Microrregião do Baixo Pantanal), próxima da fronteira com a Bolívia, à beira do rio Paraguai. O município é também ponto de parada da ligação ferroviária entre o Brasil e a Bolívia, sendo a última cidade brasileira antes do território boliviano, do qual se separa por fronteira seca. Corumbá abrange 60% do Pantanal sul-mato-grossense, 37% do Pantanal brasileiro, 30% DO Pantanal sulamericano e algo em torno de 10% do Chaco sulamericano. Sendo assim, considerada a capital do pantanal e a principal cidade às margens do rio Paraguai depois de Assunção, no Paraguai. Dentro do município está localizada a cidade de Ladário, que faz divisa apenas com Corumbá. Localiza-se na latitude de 19º00’32” Sul e longitude de 57°39’10” Oeste. Distâncias:
420 km da capital estadual (Campo Grande) /
1 445 km da capital federal (Brasília). Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
CORUMBÁ
Geografia física /
Os plintossolos (tipo de solo mais encontrado no pantanal) são originários de sedimentos arenoargilosos do quaternário, são pobres em húmus, com a propriedade de endurecer irreversivelmente quando submetido a ambiente oxidante e, em geral, de baixa fertilidade. A altitude na planície da região de Corumbá varia entre 100 e 200 metros. As partes mais altas que não são inundadas são chamadas de Cordilheiras (elevações arenosas, estreitas e alongadas, cobertas de vegetação do cerrado), as partes mais baixas que ficam alagadas recebem o nome de Baías (lagoas temporárias ou permanentes de dimensões e formas variadas). Corumbá está a uma altitude média de 118 metros.
O leito sinuoso e curso instável dos rios formam um grande número de ilhas, algumas de até 1 200 km² de área. O regime de fluxo de águas subterrâneas nas rochas pré-cambianas está condicionado a existência de estruturas, que associadas às rochas carbonáticas, provocam a sua dissolução, criando aberturas maiores que facilitam o fluxo de água. As águas do rio Paraguai e do Canal do Tamengo, por apresentarem condutividade elétrica inferior a 250 mohm são classificadas como água com salinidade baixa.
O município de Corumbá possui uma vegetação rica e variada, que inclui a fauna típica de outros biomas brasileiros, como o cerrado, a caatinga e a região amazônica. A camada de lodo nutritivo que fica no solo após as inundações permite o desenvolvimento de uma rica flora. Em áreas em que as inundações dominam, mas que ficam secas durante o inverno, ocorrem vegetações como a palmeira carandá e o paratudal. / Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
RIO DO PARAGUAI
RIO DO PARAGUAI
CORUMBÁ
Geografia política /
O fuso horário é de menos uma hora com relação a Brasília e de menos quatro horas ao Tempo Universal Coordenado. Possui atualmente área total de 64 960,863 km². A área urbana totaliza 21,57 km² segundo a Embrapa Monitoramento por Satélite.
O município de Corumbá tem como distritos, além da sede, Albuquerque, Amolar, Forte Coimbra, Nhecolândia, Paiaguás, Porto da Manga e Porto Esperança. Na sede são cerca de 20 bairros.
Limites /
Sul: Porto Murtinho, Paraguai/
Leste: Aquidauana, Miranda, Sonora, Coxim, Rio Verde de Mato Grosso /
Oeste: Bolívia /
Norte: estado de Mato Grosso / Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
CORUMBÁ
Economia /
Composição econônica de Corumbá /
Agropecuária R$ 261.703.000,00
9,64% /
Indústria R$ 247.138.000,00
9,10% /
Serviços R$ 2.206.665.000,00
81,26% /
Com PIB de 2 715 507 000,00 de reais em 2009 segundo o IGBE,[10] o município de Corumbá figura como o 3º maior PIB do estado de Mato Grosso do Sul. No Brasil está no 170º lugar e também figura no 75º entre todos os municípios interioranos brasileiros e seu PIB per capta é de 27.300,00 reais.[10] Apesar do seu forte e competitivo segmento agropecuário, sua economia é bastante diversificada, se destacando as atividades de mineração, pesca e turismo, comércio e serviços. A arrecadação municipal segue a tendência das grandes capitais do país, sendo predominante às receitas proveniente dos setores de comércio e serviços (27,35%). Essa tendência é explicada pelo fato desses serem os setores da economia que mais agregam valores em seus produtos. O município é o terceiro em arrecadação de ICMS no estado. Os dados da Sefaz (Secretaria de Estado de Fazenda) apontam que a movimentação econômica de Corumbá saltou em 36%, passando R$ 1,88 bilhão no ano de 2006 a R$ 2,55 bilhões em 2007, crescimento mais expressivo de Mato Grosso do Sul. Quanto às exportações, os dados de janeiro a julho indicam que Corumbá remeteu a outros Países US$ 232,8 milhões, o quádruplo do acumulado de janeiro a julho de 2007, passando a frente de Campo Grande e Dourados no ranking de exportadores. Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
CORUMBÁ
A influência econômica de Corumbá /
Geograficamente, Corumbá se identifica como espaço regional central e nacionalmente periférico.[14] Em função da ação do sujeito (homem) que interfere no objeto (território), e a cada interferência ocasiona transformações nas estruturas demográficas, sociais, ambientais e econômicas, sugerindo novos cenários e envolvendo novos agentes e atores. A identificação do espaço geográfico local com os seus elementos, formas e funções muito específicas e estimulantes, ocorre em razão da necessidade de apreender um espaço que tem se inscrito na história precedente e recente de forma peculiar. Entre ciclos de destaque econômico e de decadência, esta cidade fronteiriça (detentora de uma riqueza biótica de fundamental relevância (o Pantanal) e possuidora de jazidas de manganês e ferro, além de diversos outros atributos) enfatiza os matizes sutis da Geografia, notadamente na dimensão da dinâmica territorial e ambiental. Os cenários de desenvolvimento reservam para a cidade uma face de privilegiada posição geográfica que garante relevante papel central na geopolítica regional frente aos países vizinhos e ao Brasil. A cidade tem grande potencial para exercer funções de maior relevância em razão da privilegiada situação geográfica e do contexto da rede urbana à qual pertence como: relações intercontinentais, centro agroindustrial (para agregar valor a atividade pecuária), segurança nacional, centro de referência de estudos históricos, arqueológicos e biológicos relativos ao Pantanal, estado, região e país. Chegando-se às seguintes constatações que devem ser notadas:[14]
Potencial econômico real, mas necessita de um planejamento estrutural para viabilizar um projeto que envolva as dimensões sociais, ambientais, políticas e culturais.
O Pantanal se inscreve no cenário global como Reserva da Biosfera e, no entanto, nas escalas local e regional, encontra-se limitada à exploração econômica da pecuária em nível local e à expansão da fronteira agrícola no nível estadual.
O desmatamento do cerrado (planalto), o manejo agrícola inadequado, a destruição da mata ciliar resultou, entre outros fatores, na erosão de solos no planalto e no aumento significativo de carga de partículas sedimentáveis de vários afluentes do rio Paraguai, e também agravando-se o problema de contaminação dos diversos rios com biocidas e fertilizantes.
Uma infra-estrutura adequada (estradas conservadas, frigoríficos para abate na cidade, respeito da identidade nativa, exploração adequada dos minérios, entre outros) dentro de um enfoque macroeconômico e sustentável agregaria valor ao produto e faria a inclusão social e o desenvolvimento sustentável, rompendo-se o estado de inércia que se encontra.
No foco da gestão ambiental, a legislação das duas escalas políticas (federal e estadual) é farta e se encontra provida de um arsenal de disposições na área, e contraditoriamente não se presta ao uso imediato, pois dependem de regulamentações.
A adequação de atividades econômicas no Pantanal surgiu do processo de conquista e aniquilamento dos índios guatós e guaicurus por sertanistas. E da mesma forma continua-se desrespeitando e discriminando etnias.
Os agentes e atores permanecem negligenciando ou até se omitindo nas soluções e providências para mudar oproblema da dinâmica e organização territorial, social e econômica. Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
CORUMBÁ
Importância no Brasil e no mundo /
Economicamente Corumbá já foi bem mais importante que hoje. Possuía o maior porto fluvial da América Latina e o terceiro maior de um modo geral, além de já ter sido também o principal e mais importante centro comercial da região Centro-Oeste entre 1880 e 1930. A cidade é considerada o embrião do Mercosul, pois foi a primeira a manter relações comerciais com países vizinhos, em especial Paraguai e Argentina.[14] A retomada do desenvolvimento econômico começa a ganhar visibilidade. Com mais de 230 anos, a cidade prepara-se para um grande surto de crescimento com a implantação de seis megaprojetos: a volta do Trem do Pantanal, a pavimentação da rodovia Santa Cruz-Corumbá, a construção da Termopantanal, a construção do Polo Minero Siderúrgico, a hidrovia do Paraguai e a conclusão do gasoduto Bolívia-Brasil, entre outros investimentos de grupos empresariais que prometem alavancar a economia local. A América Latina, com a função de mercado especializado, teve um papel fundamental como região de fornecimento de matérias-primas e produtos coloniais (açúcar, café, tabaco, algodão, entre outros).[14] A bacia platina, por impulso das relações dinâmicas do mercado importador-exportador, despertou um processo de ocupação e conquistas de suas fronteiras internas (tanto que, em 1912, o presidente de Mato Grosso declarou que grande área da província se encontrava desocupada e que havia necessidade de braços para a lavoura). Corumbá, por ser economicamente vulnerável, tornou-se permeável de todo tipo de influência externa, tanto econômica, quanto político, cultural e social. No pós-guerra de 1945, a repercussão do contexto global manifestou-se na pecuária, através de investimentos de produtores rurais regionais, substituindo os investidores estrangeiros, e dessa maneira pôde-se passar a exportar carne (seca e salgada) bovina através da Bacia do Prata para os Estados Unidos e Europa (especialmente Reino Unido).
A inclusão de Corumbá nos circuitos comerciais e produtivos globais ocorre a partir da conjuntura que é marcada pela crise industrial desenvolvimentista e aposta na dotação da economia nacional e estadual. Nesse contexto, a redefinição dos meios de transporte, a reestruturação do sistema produtivo e a ligação com os países dos diversos blocos regionais lhe conferem uma maior capacidade. O processo de globalização reativa a competição entre os territórios para a captação de capitais, informações e fluxos de bens, que circulam em volumes cada vez maiores no espaço econômico mundial. Apesar do conjunto de fatores favoráveis para a potencialização de seu desenvolvimento, marcou passo ao longo da sua história caracterizando-se por ciclos econômicos intermitentes, que ora a colocou na condição de centro e ora na condição de periferia. E ao longo dos tempos não houve diretrizes locais, estaduais e nacionais que possibilitaram iniciar um pocesso de desenvolvimento sustentável que fizesse a cidade romper com o problema da estagnação sócio-econômica que por consequência lhe trouxe a condição de cidade periférica, apesar da arrecadação captada em função de sua importância central e histórica para o Brasil, de patrimônio natural da humanidade e reserva da biosfera e das obrigações em função desse status, que era ambicionado por outras regiões de Mato Grosso do Sul. E a forma geográfica como Corumbá tem-se inserido na dinâmica territorial nacional ora reproduz um espaço de relevância central, podendo ser exemplificado com alguns objetos espaciais (Bioma Pantanal, Patrimônio Histórico Nacional, eixos de acesso ferroviário, rodoviário e fluvial além do transporte aéreo, Maciço do Urucum, onde se localizam importantes jazidas de minério de ferro e manganês), e ora reproduz um longínquo posto fronteiriço inserida às atividades ilícitas e sem diretrizes para o seu desenvolvimento, determina a sua real importância nacional.
Essas novas fronteiras acabam por determinar espaços e definir as posições entre ricos e pobres, dominantes e dominados, industrializados e periféricos. Dessa maneira, aumentaram as especializações económicas de periferia (especializações referentes aos ciclos de exploração que fez algumas regiões isoladas do Brasil e América Latina conheceram a prosperidade, chegando a ostentar sinais evidentes de riqueza), com a manutenção das atividades tradicionais, é uma das razões do fracasso da industrialização em regiões periféricas, considerando o estabelecimento da divisão internacional do mercado. Uma dos grandes feitos do capitalismo imperial na América Latina foi a demarcação dos espaços fronteiriços para poder usar toda a infra–estrutura viária disponível para expandir o mercado. Dessa forma, incorpora-se econômica e territorialmente esses mercados. O desenvolvimento do capitalismo acabou iniciando um processo de relações centro-periferia. O desenvolvimento do processo produtivo local tem ligação com o movimento global do sistema capitalista na América do Sul, focalizando o Brasil e os outros países incluídos no bloco regional do Mercosul (Argentina, Paraguai, Uruguai, Chile e Bolívia), isto porque neste caso a dimensão da região deve ser focada pela articulação dos agentes do comércio inter-regional, e estes compreendidos pela região pressupondo a diversidade das relações internacionais com o mercado global. Tal articulação não é apenas espacial, mas, sobretudo, detalhada (econômica, social e cultural): Corumbá fez parte da economia de mercado exportador que predominou em todas as ex-colônias hispânico-lusitanas e também tinha grande vinculação ao mercado emergente global. A inclusão definitiva de Corumbá ocorreu com a abertura da navegação do rio Paraguai para países da Europa e da América do Sul, como parte do processo de internacionalização da economia, a partir da segunda metade do século XIX, num contexto de ampliação de mercados, em função das transformações operadas no processo industrial e com capacidade aparentemente ilimitada do capital de promover o crescimento e a acumulação econômica.
Importância regional /
Corumbá, com 100 mil habitantes e 1 relacionamento direto, é um Centro de Zona A. Nível formado por cidades de menor porte e com atuação restrita à sua área imediata; exercem funções de gestão elementares. Corumbá é uma das 192 cidades no Brasil com a classificação Centro de Zona A.[15] A cidade exerce influência sobre o município de Ladário (Centro Local).
Corumbá é o único centro urbano de significância relativa no Pantanal, exercendo na região as seguintes funções: comerciais (entreposto de exportação, entreposto comercial regional, comércio de abastecimento para as cidades bolivianas da fronteira e compras), industriais, de serviços (educação e capacitação profissional, administrativos, religiosos, de saúde, militares e sanitários, inclusive para o lado boliviano), cultura (centro de integração cultural fronteiriço e serviços de cultura para a população fronteiriça), turismo e eventos.
Corredor bioceânico /
Estrategicamente Corumbá está localizada no extremo Oeste de Mato Grosso do Sul, dispõe de eixos viários que permitem inserir o espaço geográfico, podendo integrar uma rede de influência com os países da América do Sul, chegando até o oceano Pacífico, por um lado, e até o oceano Atlântico, por outro. Chamamos a atenção para o fato de que o transporte de mercadorias por containers reforça a viabilidade destes corredores.[16]
A inserção de Corumbá e do Pantanal na escala planetária
Corumbá se integra com vistas aos portos do Oceano Atlântico e Pacífico através de dois eixos de integração:
Eixo de integração continental para o Atlântico /
No fim da primeira metade do século XIX, foi concedida autorização para a livre navegação na rede do rio Paraguai e seus afluentes, possibilitando o contato interno com a fronteira sul regional, através dos rios Apa, Aquidauana, Taquari e Miranda, através da via fluvial platina, proporcionando a comunicação fluvial e o intercâmbio de mercadorias entre os países da bacia platina (Argentina, Paraguai e Uruguai). Em razão dessa comunicação, Corumbá se integrou aos portos do Oceano Atlântico.
Este sistema viário vem sendo muito utilizado, permitindo o acesso até países da Europa, pois existe relação comercial de Mato Grosso do Sul com o bloco regional da União Europeia (UE), favorecendo também a integração fluvial do Brasil pelo rio Paraguai até a Argentina e Uruguai. Schabib Hanny aponta como se processa esta conectividade com a Bacia do Prata: … o sistema fluvial da Bacia do Prata (rio Paraguai), que está conectado ao porto de Buenos Aires através de Corumbá (Mato Grosso do Sul), no Brasil, tem uma extensão total de 2.771 km, dos quais apenas 48 km estão em território boliviano (Puerto Quijarro). A Bolívia usa atualmente o terminal portuário intermodal de Ladário (Mato Grosso do Sul), no Brasil, para o embarque de minérios e produtos agropecuários do Norte de Santa Cruz para exportação. Apesar disso, os produtos brasileiros oriundos da região fronteiriça do Brasil, atualmente exportados pelos portos do Atlântico, estão com a sua competitividade ameaçada. Além dos longos percursos rodoviários, a má conservação das estradas está causando o encarecimento dos fretes. Por outro lado, as tarifas portuárias em Santos e em outros portos do litoral brasileiro são consideradas muito altas para padrões mundiais, além do congestionamento verificado.
Eixo de integração continental para o Pacífico
O Brasil vem incrementando o seu comércio exterior com os países do Oriente, mas necessita cada vez mais de saídas rodoviárias para o Oceano Pacífico, em estradas pavimentadas e confiáveis, de molde a baratear os fretes globais. Os mercados do Pacífico, em especial os do Japão, China e os dos Tigres Asiáticos (Coreia do Sul, Taiwan e Cingapura), vêm crescendo progressivamente, especialmente o da China. Por outro lado, a produção de grãos nas regiões Centro-Oeste e Norte vem crescendo ano após ano em proporções surpreendentes. O eixo de acesso ao oceano Pacífico se concretizou depois da implantação da ferrovia que liga o Brasil à Bolívia, na década de 1950 e favorece a integração do Brasil com dois países andinos (Bolívia e Chile), utilizando acesso terrestre do Brasil (Corumbá) ao porto de Arica, localizado na cidade de mesmo nome, no Chile. A integração é possível por via terrestre, pela Bolívia, utilizando sistema ferroviário ou rodoviário, e no Chile (a comunicação se dá por sistema rodoviário, com os quais pode se manter acordos que promovam a integração social, cultural, econômica e política). O trecho rodoviário Campo Grande – Corumbá – Santa Cruz possui 1.090 km. Por outro lado, a extensão de ferrovia para cobrir o mesmo trecho é de 1.114 km. O percurso rodoviário equivalente ao ferroviário (em termos de custo de transporte) é de 1.114 x 0,514 = 573 km. Assim sendo, pode-se considerar que, usando-se a ferrovia em vez da rodovia neste trecho, teremos uma economia teórica de: 1.090 – 573 km = 517 km. Esta extensão deverá ser abatida das extensões apontadas no item B1 acima.
Entre os produtos a serem exportados da região de infuência dos corredores para o Pacífico aqui estudados, abrangendo os Estados (ou parte deles) de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Amazonas e Acre, podemos citar: Produtos Agrícolas com ou sem beneficiamento (soja, milho, arroz, açúcar, cacau, café, frutas, etc.), Produção extrativista vegetal (madeira beneficiada, borracha, castanha, etc.), Carne frigorificada (de boi e de frango) e Produtos industrializados.
As saídas para o Pacífico possuem uma característica única, que as diferenciam das demais. Elas são de molde a proporcionar uma reversão de expectativas em toda a região fronteiriça brasileira situada dentro das suas regiões de influência. Em outras palavras, colocam em situação mais privilegiada em termos de desenvolvimento potencial as regiões mais afastadas dos grandes centros colonizados, tendo em vista que quanto mais afastadas, mais próximas estarão dos portos oceânicos no Pacífico. Saídas rodoviárias para os portos do Pacífico através da Bolívia, permitiriam economizar percurso a partir de zonas produtoras, diminuir os tempos totais de viagem dos produtos, além de promoverem o intercâmbio regional com os países vizinhos, possibilitando o tráfego de mercadorias e passageiros. Sem uma infra-estrutura adequada que garanta o transporte internacional e sem energia para as agroindústrias se estabelecerem, os acordos comerciais regionais terão muita dificuldade para prosperar.
Sem adequadas saídas para o Pacífico, o Brasil perde valiosas rotas para participar deste comércio crescente. Além disto, estas saídas facilitariam também o intercâmbio com a costa oeste dos EUA, bem como impulsionariam o comércio regional na America do Sul.
Trabalhadores e profissionais /
Acolhe um grande número de profissionais liberais, empreendedores e entidades ligadas ao agronegócio, indústria e comércio. A população economicamente ativa em Corumbá, na faixa etária que atinge dos 18 aos 65 anos, totaliza 40.582 pessoas (25.674 homens e 14.908 mulheres). É no setor terciário (especialmente comércio de mercadorias e prestação de serviços) que há maior fluxo de contratações empregaticias. O mercado de trabalho em Corumbá começou a se aquecer nos últimos anos em função da instalação do Pólo Gás-Químico (Termopantanal), do Pólo Siderúrgico da Rio Tinto e dos alto fornos construídos pela EBX. Todavia, apresenta alto índice de desempregados, na faixa dos 24,46%. A necessidade de buscar qualificação profissional e estudo de nível superior de cursos não disponíveis na cidade de Corumbá provoca a saída de jovens para centros produtivos maiores do estado e do país (principalmente Campo Grande, Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo), provocando uma mudança no perfil demográfico constituído pela falta de mercado.
A cidade também ficou com o 348º maior potencial de consumo (IPC Marketing) entre todas as cidades brasileiras, com índice de 0,04%.
Agricultura e pecuária /
Com cerca de 10% da população vivendo na zona rural, o município tem no campo uma importante fonte de renda. A produção agrícola baseia-se nas culturas do arroz, milho, mandioca, tomate, feijão, algodão herbáceo, banana e cana-de-açúcar. A produtividade ultrapassa as 15 mil toneladas anuais. As condições edafoclimáticas da região são favoráveis à agricultura, entretanto, apresenta algumas limitações em relação ao clima, principalmente no período chuvoso (dezembro a fevereiro), onde ocorrem veranicos (períodos secos); dificultando o sucesso da produção agrícola. Também são favoráveis à agricultura intensiva, mas a deficiência de água, em grande parte devida ao baixo índice pluviométrico, dificulta o sucesso da produção agrícola. Existem áreas inundáveis, bem como áreas semi-áridas com dificuldade de estruturar um sistema de irrigação. Dessa forma não seria possível desenvolver culturas permanentes como é o caso de um grande número de espécies frutíferas. O município é o quinto produtor de lã e o quarto produtor de mel de abelha do estado.
A região de Corumbá apresenta grande aptidão também para a pecuária, possuindo os maiores rebanhos ovinos, eqüinos e asininos de Mato Grosso do Sul. O rebanho bovino, que totaliza 1.811.254 cabeças, continua obtendo a 1ª posição entre os 5.564 municípios brasileiros.
Indústria e mineração /
Apesar de o setor industrial ser incipiente, a arrecadação por ele gerada supera os setores de pecuária e agricultura, característicos do estado como um todo. Na indústria de transformação, é representativa a produção de cimento, calcário, laticínios e os estaleiros. Segundo o IGBE, Corumbá tem um total de 98 indústrias de transformação.[20] Principais Ramos: Indústria extrativa, entreposto de pescado, frigorífico de bovinos, produção de cimento, produção de concreto, calcário, mineradoras, metalúrgica, produtos alimentícios, minerais não metálicos, editorial e gráfica, madeira, perfumaria, sabões e velas, álcool etílico e vinagre.
Outra atividade industrial importante é a extração mineral (extração da Mineração Corumbaense Reunida (extração de ferro), Urucum Mineração (extração de manganês) e da fábrica de cimento Itaú (extração de calcário, extração de areia e fabricação do cimento)). Em razão da natureza das suas rochas, o Maciço do Urucum possui grandes reservas minerais, que se destaca o manganês (possui a maior reserva do Brasil) e o ferro (terceira maior do Brasil). A exploração ali começou em 1930. No caso da Ferroligas, apenas é feito o beneficiamento do manganês. O manganês é extraído das minas subterrâneas do Maçiço do Urucum e o ferro a céu aberto. No caso do manganês, suas minas estão entre as maiores do mundo, podendo ser extraído 30 milhões de toneladas. Corumbá também é a maior produtora dos seguintes minérios: dolomito, cristal de rocha, areia, argila, água mineral, calcita ótica e industrial, cobre e mármore.
Comércio /
Ver artigo principal: Lista de organizações e grupos empresariais de Corumbá
Segundo o IGBE, em 2006 foram 1.080 estabelecimentos comerciais em toda a cidade.[20] Em Corumbá não há shopping Center, mas possui vários outros centros de compras menores que são chamadas de galerias, além de supermercados, hipermercados, lojas de conveniências, mercados e mercearias. Do outro lado da fronteira há uma zona franca com vários centros comerciais e shopping centers (Dutty Free) que vendem produtos a preços bem mais baixos que do lado brasileiro, inclusive alimentos.
Serviços /
Corumbá é uma cidade estruturalmente completa em matéria de serviços, pois na cidade está sediada também de um aeroporto internacional, porto de cargas, bancos, restaurantes, bares, danceterias, escolas, órgãos públicas importantes (Ministério da Defesa, Ibama, Embrapa, Polícia, Receita Federal, entre outras) para o atendimento e bem-estar da população e turistas.[20]
[editar]Ensino e pesquisa
Ver artigo principal: Sistema de ensino e pesquisa de Corumbá
A rede de ensino básico de Corumbá ainda é reduzido, contando com poucas unidades de ensino básico, médio, superior e de exercício da cidadania. As taxas de evasão e repetência tem diminuído no município no ensino fundamental e médio em razão dos investimentos públicos efetuados. São ao todo 65 escolas de ensino fundamental e técnico e 2 escolas de ensino superior. Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
CORUMBÁ
Meios de transporte /
Corumbá está localizada no extremo oeste do estado de Mato Grosso do Sul em uma região afastada dos grandes centros mais desenvolvidos e consumidores. Seu complexo sistema intermodal de transporte inclui linha aérea, rodovias, Estrada de Ferro e o rio Paraguai, ligando a cidade ao resto do país e a interligação com Distritos, vilas, lugarejos, sítios e fazendas pode ser feito por estradas pavimentadas e não pavimentadas que permitem acesso durante todo o ano.
Rodovias: BR-262 e Estrada Parque Pantanal (turística).
Rodoviário: Automóvel (BR 262) e ônibus (Opera na rodoviária 2 empresas).
Aéreo: Possui um aeroporto internacional que é o 2° do estado (Pista: 2000 m, Área de Embarque: 2.400 m², Distância do Centro: 3 km).
Transporte Urbano: Ônibus, Mototáxi e Táxi. Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
CORUMBÁ
Sistema de saúde e óbito /
Saúde /
Seu sistema de saúde atende também a cidade de Ladário e a República da Bolívia, o que muitas vezes sobrecarrega as unidades de saúde que se localizam dentro de Corumbá. A cidade tem melhorado gradativamente sua cobertura de saúde.
Corumbá dispõe de 82 unidades de saúde,[21] sendo 3 hospitais e 1 pronto-socorro, distribuídos entre públicos e privados. As principais unidades de saúde são: HEMOSUL, Hospital Evangélico Bom Pastor, Hospital Naval de Corumbá e Ladário, Pronto Socorro Municipal, Santa Casa de Corumbá, SAMEC.
Com relação ao númerode leitos, Corumbá oferece um total de 196 leitos hospitalares, que se dividem em 143 pelo SUS e 38 privados.[21]
Óbitos /
Corumbá dispõe de dois cemitérios, todos públicos: Cemitério Nelson Shamma, Cemitério Santa Cruz. Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
CORUMBÁ
Segurança /
Defesa /
A defesa é feita pelo Exército Brasileiro, Marinha e Aeronática. É marcante no município, desde sua fundação, a presença das forças armadas, por ser cidade de fronteira. A segurança nacional é realizada pelas seguintes unidades
Comando do Exército: 3ª Companhia de Fronteira de Forte Coimbra, 17º Batalhão de Fronteira, Comando e Companhia de Comando da 18ª Brigada de Infantaria de Fronteira e Posto de Saúde de Guarnição de Corumbá
Comando da FAB: CINDACTA II, DAC, Infraero
Comando da Marinha: 6º Distrito Naval
Segurança pública
Possui uma Delegacia de Polícia Federal, por se tratar de um ponto estratégico e rota do tráfico de drogas. Os trabalhos da Polícia Federal nessa região são intensos, e a infra-estrutura é completa, com policiais especializados em trabalhos seja dentro da cidade, seja no Pantanal ou nos rios. Além da PF, possui um comando da Polícia Rodoviária Federal, que faz a fiscalização na BR-262.
Também há a presença da Polícia Civil, com sua delegacias e departamento especializados, além da Polícia Militar (representado pelo 6 BPM) que faz o trabalho ostensivo e repressivo no combate a criminalidade na cidade. A ronda é feita pela Guarda Municipal. Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
CORUMBÁ
Demografia /
População /
Crescimento da população /
1910 14.542 /
1920/1930 19.547 /
1940 29.521 /
1950 38.734 /
1960 59.556 /
1970 81.887 /
1980 81.129 /
1981 81.707 /
1982 82.391 /
1983 83.078 /
1984 83.763 /
1985 84.445 /
1986 85.121 /
1987 85.788 /
1988 86.441 /
1989 87.076 /
1990 87.697 /
1991 88.411 /
1992 88.533 /
1993 89.583 /
1994 91.119 /
1995 92.617 /
1996 89.083 /
1997 89.470 /
1998 89.791 /
1999 90.113 /
2000 95.701 /
2001 96.599 /
2002 97.238 /
2003 97.948 /
2004 98.655 /
2005 100.268 /
2006 101.089 /
2007 96.373 /
2008 99.196 /
2009 99.467 /
2010 103.772 /
2011 104.317 /
Com 104 317 habitantes em 2011,[6] o município é o 3º mais populoso do estado. No Brasil está em 267º lugar e também é o 134º município mais populoso do interior brasileiro. A população de Corumbá se mantém em crescimento quase constante desde 1980, com taxas médias geométricas de crescimento anual abaixo de 2%, segundo os resultados dos Censos Demográficos de 1980, 1991 e 2000, nos quais se verificam taxas de 0,78%, 0,76%, e 1,81%, respectivamente. Nos últimos anos, em razão de uma melhor qualidade de vida, a população está envelhecendo e a taxa de fecundidade está diminuindo. Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
CORUMBÁ
Abastecimento hidráulico /
O rio Paraguai é a principal fonte de abastecimento de água para as comunidades urbanas das cidades de Corumbá e Ladário, uma vez que o rio Paraguai ainda mantém boa qualidade ambiental. Sua captação é feita por três motobombas (duas operando e uma fica na reserva). Por hora são retirados 1 400 m³ de água bruta do rio e depois enviados até uma estação de tratamento distante cerca de 3 km do rio através de uma adutora de 600 mm de diâmetro. Parte dessa (350 m) fica exposta pelo caminho. Já o abastecimento de água potável é razoável, atingindo cerca de 90% das residências, índice bastante elevado. Nos assentamentos existe a irregularidade de abastecimento da água.
Saneamento
No caso do esgoto saído das casas, a situação está crítica, em razão do esgoto ter como destino final as galerias pluviais que dão direto ao rio Paraguai. Em breve a cidade vai ganhar seu próprio sistema de saneamento básico, que resolverá mais de 80% do problema.
Energia elétrica
O sistema elétrico que atende Corumbá e região encontra-se incorporado ao Sistema Interligado Sul/Sudeste/Centro-Oeste do país, o que representa sua elevada importância e seu significativo grau de confiabilidade. Apesar de haver necessidades de ampliação da rede elétrica para residências e indústrias, é na zona rural que esse serviço é mais necessitado. Nos últimos anos essas deficiências diminuíram. Desde 2001 opera no município uma usina termelétrica que utiliza o gás natural boliviano trazido pelo Gasoduto Brasil-Bolívia, a Termo Pantanal. Há previsão de construção de uma usina separadora em Puerto Suárez para a transformação do gás natural em gás seco e este será canalizado até Corumbá para consumo de energia industrial. O gasoduto delega um dos maiores investimentos destinados para todas as regiões por onde ele atravéssa. Tendo contrato inicial de 20 anos, possui potencial para promover vários investimentos públicos. A perspectiva promissora para Corumbá é de desenvolver o setor econômico com a disponibilização de energia elétrica em abundância através da implantação de sua termelétrica.
Coleta de lixo
Seu destino final é um lixão a céu aberto. No caso dos assentamentos, não existe coleta de lixo e este é queimado ou mesmo deixado a céu aberto. O lixo hospitalar também é queimado. Mas isso está mudando, pois em breve Corumbá terá seu primeiro aterro sanitário.
[editar]Migração e imigração
Corumbá estava em contínuo progresso e seu porto era atracado por embarcações nacionais e estrangeiras de grande calado. Com o impulso do desenvolvimento local, mais estrangeiros foram chegando. Com isso já havia na cidade uma enorme composição de estrangeiros, que chegaram a superar numericamente o número de brasileiros.
[editar]Estrangeiros
Árabes: a partir de 1912, fugindo das guerras sangrentas que assolavam o Oriente Médio. Sírios, Libaneses, Turcos e Armênios chegavam ao Porto de Santos. De Santos partiram para o Porto de Corumbá, que era o portal de entrada para a região Centro Oeste, e o pólo comercial do antigo Mato Grosso. Com a chegada do trem, muitos imigrantes que estavam na cidade há anos em Corumbá acabaram se mudando para Campo Grande, onde encontraram clima bem mais ameno, muito parecido com o da terra natal.
Europeus: eram de diversas nacionalidades e se dedicaram ao comércio e construção. Esse grupo, que era reduzido, monopolizou a política, a economia e a administração de Corumbá, voltando-se para seus interesses e pouco realizando a favor da sociedade local.
Sulamericanos (paraguaios, argentinos, uruguaios, bolivianos e índios): representavam a maior parte da população que sobrevivia de forma precária; o mesmo ocorria com os índios que serviam de mão-de-obra barata no porto. Todos estes engrossavam o contingente pobre da cidade.
[editar]Brasileiros
Em seu espaço de fronteira de linhas fictícias, permeado de indígenas, é palco de fluxos populacionais oriundos de outros lados do país, como cariocas, paulistas, nordestinos, mineiros e sulistas, confirmando assim seu caráter cosmopolita. Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
CORUMBÁ
Urbanização /
Possui uma taxa de urbanização muito elevada, atingindo cerca de 90%. Atualmente, a população de Corumbá encosta nos 110 mil habitantes, colocando sua classificação de cidade média-pequena para média. O alto grau de urbanização da população é retratado na arrecadação do Imposto sobre Propriedade Territorial Urbana, 22,35% da renda municipal, e a prestação de serviços, 27,35%, indicando que a população é beneficiada pela prestação de serviços diversos como abastecimento de água e esgoto, telefonia fixa e móvel, dentre outros. Conserva prédios e casarios de influência europeia, com suas histórias, costumes e tradições.
[editar]Construções históricas
Do ponto de vista urbanístico, não tem nenhuma semelhança com as antigas cidades brasileiras (onde predominam o romântico estilo colonial português). Sua arquitetura foi erguido pelos comerciantes e é baseada em art-noveau e no neoclássico italiano, sendo o mesmo estilo existente na parte central de Assunção, nos subúrbios antigos de Buenos Aires, nas cidades do interior do Uruguai e a maioria das cidades gaúchas da Campanha. Em razão disso, tem características de uma cidade platina dentro do Brasil. Atualmente a arquitetura corumbaense mescla o antigo e o moderno. A cada dia surgem novas e modernas edificações no município, que é dividido em três setores: o centro, a parte baixa, no beira rio, e a parte alta, após os trilhos da Rede Ferroviária e próxima as morrarias.
Corumbá possui uma arquitetura de época que procurava soluções mais baratas, sendo que vários edifícios que sofreram influência eclética. Sendo um misto de várias referências de época, possuía casarões com estrutura metálica e paredes de pedra (alguns dispondo no começo do século de elevadores hidráulicos e banheiras nos pavimentos superiores e banheira que eram enchidas com água trazida do rio ali na frente). Havia telhados com quatro águas, sacadas apoiadas por consolos ou cachorros, platibandas com balaústres. Possuía também elementos decorativos que ficavam na fachada frontal que compunha uma linguagem de arquitetura de forte influência histórica europeia.
[editar]Divisão urbana
Ao mesmo tempo que a cidade, com os primeiros grandes edifícios, ensaia sua concentração vertical, ela amplia seu perímetro urbano em direção a via de acesso a Ladário. Corumbá estende-se por dois níveis:
Parte baixa
Está situada embaixo da elevação calcária e se comunica através de duas ladeiras, com uma elevação de mais ou menos 60 metros (esta parte que estava em contato com as águas do rio é o Porto Geral, conhecida também como Casario do Porto). É compreendido principalmente pelas vias: Rua Manoel Cavassa, Ladeira José Bonifácio, Ladeira Cunha e Cruz, Travessia Mercúrio e Travessia do Beco da Candelária.
Possui edificações do final do século XIX e início do século XX com notável valor arquitetônico, como o Edifício Wanderley Baís & Cia e o Edifício Vasquez e Filhos. E era aí também que estavam o alto comércio e onde existiam as casas maioristas de importadores e exportadores. Também havia importantes edifícios públicos e comerciais que se elevavam até três andares, como a Alfândega, a Mesa de Rendas do Estado, entre outros;
Parte alta /
Mais nova e bem maior, apresenta a forma de tabuleiro de xadrez e está situada sobre a elevação calcária. É compreendido principalmente pelas vias: General Rondon, Antonio Maria Coelho, Frei Mariano, XV de Novembro e Sete de Setembro. Somente na parte alta, foram criados cerca de 20 bairros, que crescem e se desenvolvem cada vez mais. É ali que se localizam as casas de bazar, bijuterias, relojoarias, bebidas, modas, drogarias, farmácias, livrarias e papelarias, ou seja, o comércio retalhista e o varejo.
Teve suas edificações erguidas, em sua maioria, no início do século XX. O mapa da cidade, de 1914, se resumia no quadrilátero entre as Ruas Oriental e Ocidental (hoje Edú Rocha), e a Colombo até a Avenida Marechal Rondon. As edificações antigas, que formam o conjunto arquitetônico, entretanto, estão na Marechal Rondon, Antonio Maria Coelho, Frei Mariano, XV de Novembro e Sete de Setembro. Encontravam-se também imponentes prédios como a Escola Estadual, o quartel do 13° Distrito Militar, a Sociedade Beneficente Italiana, a Intendência Municipal, o Correio, Telégrafo, Quartéis, a Igreja local e a Escola dos Padres Salesianos, entre outros. Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
CORUMBÁ
A chaga dos problemas urbanos /
O cenário local se encontra num contexto sócio-espacial que determina um território com uma vasta descrição de elementos espaciais que o modelam e implicam no arranjo (ou rearranjo) dos processos locais e regionais, tendo em vista uma situação fragmentária que se desenha diante da fragilização da economia e que se agrava em razão dos tempos exigentes de velocidade decorrentes dos requisitos da competitividade do sistema capitalista selvagem.
Contraditoriamente, a estruturação do espaço regional é fragmentada pela exclusão e desigualdade social e econômica, além dos conflitos gerados em função da falta de um sistema produtivo que envolva toda a população da região, aproveitando o potencial de funções possíveis que podem ser disponibilizadas à sociedade. Na região a modernidade coexiste com o anacronismo que abarca o conjunto de práticas e conceitos da época dos pioneiros, e tal situação decorre da abismal desigualdade social: os nativos acabam engrossando a periferia urbana, já que seu território foi invadido e posteriormente expulsos, ficando nas cidades sem identidade cultural e sofrendo discriminação, devido às dificuldades de adaptação aos trabalhos que são submetidos.
A urbanização vem ao longo dos anos sofrendo impacto do sistema produtivo e a cada década sistematicamente ajusta-se sua estrutura ao modelo sistemático social. E aliada à situação de ruptura do desenvolvimento econômico de Corumbá, a grave situação das comunidades nativas que se encontram na periferia da cidade, condicionados à desigualdade e desestruturação econômica e social, e submetidos a exclusão social, marginalidade e miséria, com a perda do seu referencial cultural, religioso e étnico. Cabe mencionar os habitantes da zona rural, que sem perspectivas, acabam se juntando com as comunidades da periferia. Aliado a esse cenário, a população indígena tem suas terras devassadas pelo poder dominante e encontram-se sem amparo político. A desaceleração dos processos locais encontram expressão particular na dinâmica do município. Alguns pontos:
Falta de investimentos na infra-estrutura local que possibilitem novas funções e melhoria no processo produtivo;
Falta de valorização e arranjo dos elementos disponíveis para a construção do território atrativo para sua população e que propicie a inclusão social;
Os agentes convivem num intenso jogo de interesses e se dedicam a criar mecanismos para a sua manutenção no poder ou a serviço do poder.
Sobrecarregamento da Santa Casa /
Tráfico de drogas /
Imigração ilegal de bolivianos / Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
CORUMBÁ
Turismo /
Turismo para contemplação / Áreas verdes /
Guia de viagens sobre Corumbá no Wikitravel. Corumbá é a cidade do estado que mais recebe turistas, sendo conhecida como Cidade Branca pela coloração de seu solo, rico em calcário. Hoje, com o Pantanal ocupando 60% de seu território, é considerada a Capital do Pantanal, sendo também sua porta de entrada. O turismo vem ajudando a desenvolver o mercado de trabalho associado com a pesca esportiva. Está em estudo o lançamento do Capital do Pantanal Convention & Visitors Bureau.
Turismo para contemplação /
Áreas verdes /
Parques /
Ecoparque Cacimba da Saúde (Beira do Rio Paraguai - Mapa): trata-se de um minadouro de água gelada e transparente. Sua nascente exibe o leite de pedras na qual é formada, sendo considerada de tratamento medicinal. Hoje, existe um portal que se abre para o Parque da Cacimba, inaugurado em junho de 2003.
Parque Marina Gataas (Rodovia Ramón Gomez - Mapa): é a maior área de lazer da cidade, que está próxima da fronteira com a Bolívia. São 6 hectares arborizados, com muita sombra e gramado, considerados intocáveis. Descobriu-se ali um importante sítio arqueológico. Construído em 1991, em pedra calcária, o Parque é um lugar místico e proporciona uma vista maravilhosa da Baía do Tamengo, um grande lago que se formou entre Puerto Suarez e Corumbá.
Parque Zumbi dos Palmares (rua Pedro de Medeiros): o parque será implantado em uma área de 8,4 hectares, na Popular Velha, mesmo local onde está edificado o Centro Popular de Cultura, Esporte e Lazer. Dentro desse parque há o Aquário Municipal.
Praças /
Jardim da Independência ([Rua Dom Aquino com XV de Novembro - Mapa): Toda murada em mármore com portões de ferro, possui um coreto em forma octagonal que foi importado da Alemanha, de onde também veio o mosaico do calçamento da parte externa. Quatro esculturas se destacam representando as estações do ano, esculpidas em Pisa, em pedra de mármore de carrara e doadas por um conde italiano que veio caçar no Pantanal. As plantas nativas da região como o carandá, a bocaiúva e o ipê-roxo integram a diversificada arborização. Os corumbaenses reverenciam, na praça, os heróis da Guerra do Paraguai e da Segunda Guerra Mundial. Seus jardins são destacados pela presença de árvores centenárias, ornamentados com três lagos rasos, onde já abrigaram diversas espécies de aves, peixes nativos e até mesmo tartarugas e jabutis.
Praça da República (Rua Manoel Cavassa, 275 - Mapa): no século passado a praça foi uma fortificação militar, com capela e residência das 200 almas que habitavam a então Vila de Albuquerque Nova (primeira denominação de Corumbá). Palco da batalha final da retomada do lugarejo contra tropas paraguaias em 1867, funcionou também como uma freguesia antes de ser construída, em 1924. Nele há um obelisco feito em mármore em homenagem aos heróis da Guerra do Paraguai.
Praça Generoso Ponce (Av. General Rondon - Mapa): possui banheiros, palco-mirante, pequenas praças de convívio, dois quiosques (lanchonetes), tomadas para equipamentos de som no próprio palco, além do espaço próprio para eventos de médio a grande porte. Passou por uma revitalização e abrigou eventos do Festival América do Sul.
Praça Nova Corumbá (Bairro Nova Corumbá - Mapa): dotada de equipamentos necessários para assegurar a prática do esporte e lazer de toda a comunidade da região da Nova Corumbá. Será dotada de campo de futebol, quadra polivalente, quadra de vôlei de areia, playground, pista para caminhadas, espaço para exercícios físicos, quiosques com lanchonete, sistema de iluminação, além de urbanização e paisagismo.
Praça Universitária (Av. Rio Branco - Mapa): maior praça do bairro Universitário, está localizada próxima a divisa com o município de Ladário. Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
CORUMBÁ
MONUMENTOS /
Monumento em homenagem aos heróis da II Guerra Mundial, no Jardim da Independência.
Escadinha da Quinze de Novembro (Av. General Rondon com a Quinze de Novembro): construída em 1923, possui 126 degraus e faz a ligação do centro da cidade ao Porto Geral.
Estação Ferroviária da Novoeste (Esplanada da estação próximo a av. Porto Carreiro - Mapa): antigamente era a estação da Noroeste do Brasil-NOB e atualmente administrada pela Novoeste (empresa pertencente a ALL).
Fábrica de Gelo (Beco da Candelária): edificio construído numa encosta em patamares. Com estrutura metálica e alvenaria de pedra, é o único edifício no Brasil que agrega esse método construtivo. O edifício é argamassado no meio, mas na época não dava para saber até onde ele ia, pois a partir dele até a parte mais alta tudo estava em ruinas. A entrada principal lembra uma vila italiana.
Forte Coimbra (Márgem direita do Rio Paraguai - Mapa): foi construído em 1775 para conter invasões estrangeiras. É um distrito do município de Corumbá.
Forte Junqueira (17° Batalhão de Fronteira - Mapa): construído em 1871, logo após a guerra do Paraguai. Seu nome é uma homenagem ao ministro da guerra da época, José Oliveira Junqueira, que morreu em 1887. Possui 12 canhões, de 75 mm cada, importados da indústria alemã Krupp, mas nunca foram usados. Possui paredes de calcário com meio metro de espessura. Está situado dentro do Quartel do 17° Batalhão de Fronteira, num penhasco sobre rochas.
Ladeira Cunha e Cruz (Porto Geral - Mapa): também conhecida por Ladeira da Candelária e um dos principais acessos a região do Porto Geral e o rio Paraguai. Seu nome é uma homenagem ao Capitão Cunha e Cruz, responsável pela derrota dos paraguaios. Ocorreu ali uma sangrenta batalha em 13 de junho de 1867.
Ladeira José Bonifácio (Porto Geral - Mapa): foi construída em 1922 e também faz a ligação do centro da cidade ao porto.
Mirante São Felipe (Morro do Cruzeiro - Mapa): vista de toda a cidade e Ladário. Abriga o Cristo Rei do Pantanal.
Porto Geral (Parte baixa - Mapa): no passado, quando era o terceiro maior porto da américa do sul, abrigava grandes empórios, 25 bancos internacionais, curtumes e a primeira fábrica de gelo do Brasil. Foi tombado em 1992 e reformado em 2005. Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
CORUMBÁ
Turismo dos eventos /
Corumbá é considerada o centro mais adiantado do estado de Mato Grosso do Sul para eventos e lazer, sendo a cidade que mais sedia eventos em todo o estado. Dispõe de produtoras e organizadoras de eventos e lançamento de novos produtos, centros para convenções e exposições. Relação dos principais locais onde ocorrem eventos e apresentações da cidade de Corumbá:
Anfiteatro Professor Salomão Baruki
Centro de Convenções do Pantanal (3 auditórios)
Parque de Exposições Belmiro Maciel de Barros: realiza exposições agropecuárias (Feapan) e shows.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
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